Metade dos brasileiros já utiliza tecnologia 4G, disse a Anatel A tecnologia 3G ainda atinge 30% do mercado nacional.

A tecnologia 4G — que começou a ser implantada no Brasil em 2013 — já responde por 50,29% do total de contratos de internet móvel do País, com um universo
de 118.226.718 clientes. Os dados, referentes ao mês de junho, são da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que prevê a chegada do 5G ao território
nacional somente em 2020. Segundo o órgão, a tecnologia 3G atinge 30% do mercado nacional, com 72.166.311 linhas. A 2G ainda tem uma fatia de 11%, com
27.766.023 usuários.

País já tem 235 milhões de linhas telefônicas móveis

Em junho, em todo o Brasil, havia 235.076.217 telefones móveis ativos. Em comparação com maio, houve o desligamento de 394.230 linhas. A tendência de queda
vem se repetindo a cada mês. No somatório dos últimos 12 meses, houve o desligamento de 7.048.232 linhas de celular no País.

Embora o número de linhas pré-pagas ainda seja maior do que o de aparelhos pós-pagos, a migração de uma modalidade para a outra vem acontecendo gradativamente.
Nos últimos 12 meses, 18.305.982 linhas pré-pagas foram desativadas. Hoje, esse serviço tem 141.890.809 de usuários ativos.

Em compensação, as linhas pós-pagas chegaram a 93.185.408 em todo o País, em junho, registrando um aumento de 11.257.750 linhas em 12 meses.

Como as empresas fatiam o mercado

Em junho de 2018, a Vivo detinha 32% do mercado de linhas móveis (mais de 75 milhões de clientes), seguida por Claro, com 25% (59 milhões de usuários),
TIM, com 24% (56 milhões), e Oi, com 16% (mais de 38 milhões). A Nextel tinha 1,3% do mercado (3 milhões de clientes).

São Paulo ocupa o primeiro lugar no ranking de Estados com linhas móveis: são 62 milhões de clientes na região. Na sequência aparecem Minas Gerais (22
milhões) e Rio de Janeiro (20 milhões). O maior crescimento dos últimos 12 meses foi visto no Amazonas, com a ativação de 147 mil linhas.

4G Plus

Redes 4,5G – também chamadas de 4G Plus – prometem velocidades até dez vezes maiores para os usuários de telefonia que ainda utilizam o 4G. Usando novas
tecnologias e, em alguns casos, tirando proveito do fim da TV analógica, as operadoras de telecomunicações começaram a expandir esse tipo de rede no País.

Claro, TIM e Vivo já oferecem internet móvel nesse padrão, mas o serviço pode apresentar variações em relação à velocidade e disponibilidade. As variações
ocorrem porque o 4,5G não é em si um padrão homologado no mundo todo. Ao contrário do atual 4G e do futuro 5G, em desenvolvimento, não há um consenso na
indústria em torno desse tipo de rede, o que ajuda a explicar porque há diferenças entre o que os criadores da rede entendem como 4,5G e o serviço que
operadoras individuais oferecem.

Na prática, para o usuário, o 4,5G não oferece nenhuma diferença de operação: basta ativar o plano de dados do celular numa área com cobertura da sua operadora
para tirar proveito da rede. Nesse caso, os requisitos são que o aparelho seja compatível com 4,5G e o plano dê direito a essa forma de acesso.

Por trás dos panos, o 4,5G funciona permitindo o que se chama de carrier aggregation (agregação de portadoras em português). Basicamente, isso se refere
à possibilidade de que você tenha acesso a várias bandas simultâneamente, multiplicando a velocidade com que o usuário recebe dados da internet, já que
está efetivamente tendo acesso a mais de uma rede ao mesmo tempo.

FONTE: JORNAL O SUL
WWW.osul.com.br

O NOVO HUMOR NA TV BRASILEIRA Janaina Sá Brito

Desde os anos 70, os programas humorísticos televisivos fazem parte de nossa rotina e vem evoluindo há muito tempo. Tudo começou com os programas globais Satiricom, faça humor não faça guerra, passando por Chico City e o planeta dos homens, mas quem fazia todo mundo rir nessa época com esquetes criticando a situação política da época, a ditadura militar, mas sempre com cuidado para não ser censurado, mas também falando sobre a moda do momento, as novelas e todos os tipos de assuntos relevantes da década de 70, com shows de bailarinos, músicas e muitas risadas era o planeta dos homens. Depois, na década de 80, Chico Anysio e Jô Soares continuaram nessa mesma levada humorística em Chico Anysio show e Viva o gordo. Em 1988, com a chegada dos redatores Luiz Fernando Veríssimo e da equipe da revista Casseta popular e do jornal Planeta Diário ao casting de roteiristas de humor da Rede Globo, surgiu o programa TV Pirata, que fazia uma sátira da programação da TV Brasileira dos anos 80 e tinha em seu elenco artistas de peso como Cláudia Raia, Débora Bloch, Diogo Vilela, Guilherme Karan, Marco Nanini, Ney Latorraca, entre outros. Chegando na década de 90, surge o Casseta & Planeta Urgente, uma fusão entre as duas equipes de redatores que também mostravam que sabiam fazer humor inteligente, com pitadas de jornalismo. O programa ficou dezoito anos no ar na Globo e atingiu uma grande marca de telespectadores nas noites de Terça-Feira.
Nos anos 2000, as Sitcom ou comédias de situação começaram a ganhar espaço na telinha global, programas como Os normais, Sexo frágil e Minha nada mole vida, escritos por Fernanda Yang e Alexandre Machado, Marcelo Rubens Paiva e Jorge Furtado, foram um sucesso nas noites de Sexta-Feira na emissora global. Na mesma época, surge o gênero Stand-Up Comedy , um tipo de humor mais ácido e escrachado, fora dos padrões convencionais, mais voltado para piadas eróticas e situações mais engraçadas do dia-á-dia, deixando de lado a política e o futebol, além das críticas sociais. Aproveitando essa nova onda, a MTV lançou o humorístico Hermes & Renato, um grupo de jovens Atores Cariocas que além de atuar, escreviam seus próprios textos. O programa fez muito sucesso e ficou no ar na emissora até 2010, quando estes foram contratados pela TV Record. Também não podemos esquecer do eterno A praça é nossa do SBT e do show do Tom, com Tom Cavalcante na TV Record, programa apresentado por cinco anos na emissora. Já no início da década de 2010, surgiram novos humoristas como Marcelo Adnet, Tatá Verneck, Fábio Porchat e Gregório Duvivier, estes últimos, criaram o canal de internet Porta dos fundos, que foi um grande sucesso e acabou indo para o canal pago FOX, apresentando um programa humorístico todas as Terças-Feiras. No final da década de 2000, a Band comprou os direitos do humorístico Argentino CQC ( Custe o que custar), criando a versão Brasileira do programa, que ficou no ar durante sete anos todas as Segundas-Feiras na grade da emissora, tendo como objetivo juntar o humor e o jornalismo. Na bancada, nomes como Rafinha Bastos, Marco Luqui e o Veterano Marcelo Tas foram os apresentadores principais e nas reportagens, nomes como Danilo Gentili, que mais tarde apresentou o talk show humorístico diário Agora é tarde, Oscar Filho, Rafael Cortez e Mônica Iozi (Estes últimos foram para a Rede Globo após o término do programa), faziam todo mundo morrer de rir entrevistando políticos e celebridades. Também teve o Pânico na TV, programa de Rádio da FM Paulista Jovem Pan, que foi para a RedeTV em 2003 e em 2012, passou a integrar a grade da Band aos Domingos. Não podemos esquecer do Zorra Total, que surgiu na Rede Globo em 1999 e ficou na grade de programação de Sábado durante quinze anos e revelou novos humoristas como Maria Clara Gueiros, Fabiana Carla e Nelson Freitas, fazendo a alegria da galera com quadros e personagens diversificados.
Agora, quero falar mais específicamente de Marcelo Adnet, que começou sua carreira humorística em 2008 na MTV apresentando o programa Quinze minutos, que estourou na emissora e fez com que cinco anos depois, Adnet fosse contratado pela Rede Globo e em 2014, estreasse um programa que podemos chamar de TV pirata contemporâneo, o Tá no ar a TV na TV, um programa que faz críticas escrachadas e ácidas da situação atual do Brasil na política, na religião, no futebol, nas artes e no comportamento das gerações atuais. É um dos melhores programas de humor em minha opinião, a cada temporada, Adnet e sua equipe se superam cada vez mais. Outro programa humorístico da atualidade que é sensacional é o Vai que Cola, no canal por assinatura Multishow, é um programa que se passa em uma pensão no Meyer, subúrbio do Rio de Janeiro, com artistas da velha geração , como Catarina Abdala, interpretando a Dona Jô, a dona da pensão e da nova geração, como Paulo Gustavo, Marcos Magela e Samantha Chmuts, entre outros. É um programa cheio de situações inusitadas e engraçadas que caem no gosto dos telespectadores com facilidade. Sei que deixei outros programas de fora como Sai de baixo, Toma lá dá cá, Pé na cova, Escolinha do Professor Raimundo, entre outros e não comentei nmuito sobre os canais de humor na internet, mas o bacana disso tudo é que o humor vem evoluindo cada vez mais na TV Brasileira e cabe aos telespectadores dizerem se curtem ou não as novas formas e novos jeitos de se contar uma piada ou fazer uma crítica social. O importante é nunca perder o humor, seja em qualquer tipo de situação for. Sem humor, a vida não tem graça!

CIÚME: ATÉ ONDE ELE É SAUDÁVEL?

CIÚME: ATÉ ONDE ELE É SAUDÁVEL?
Janaina Sá Brito
Quem de nós já não sentiu ciúme alguma vez na vida? Ciúme de um amor platônico que arruma alguém e não te corresponde, ciúme de algum(a) amigo(a) muito próximo que começa a namorar e deixa de sair com você para todos os lados, se divertir em festas, viajar, pegar um cinema, enfim. Ou então sentir ciúme do seu namorado(a) ou marido(esposa) quando ele(a) resolve sair uma vez por semana com os colegas de serviço e aí você começa a bisbilhotar seu(a)s e-mails, redes sociais e mensagens do celular achando que ele(a) está te traindo, isso aí já é pegar pesado! Aí se vê que é um ciúme possessivo, demonstrando uma grande insegurança que em minha opinião só precisa ser tratada com muita terapia, senão vira caso de internação psiquiátrica, tornando-se um tipo de transtorno obcessivo.
Mas pode-se dizer certo quando o ciúme é saudável ou obcessivo? Acho que um ciuminho de nada, no momento em que teu(a)s amigo(a)s começam a namorar alguém é normal, afinal, tu te preocupas com aquela pessoa que convive contigo há bastante tempo e tu queres o bem desta pessoa, não desejando que esta se meta em fria, pois um amor que parece ser para a vida toda também pode causar surpresas desagradáveis e trazer muitas decepções, claro que quem não namora não gosta de sair sozinho(a) para se divertir e isso também como eu acabei de citar, é um dos fatores que gera este pequeno ciúme entre amigo(a)s e é muito natural, mas quando ele passa dos limites? Será que até hoje os grandes cientistas pesquisaram a origem deste forte e assustador sentimento e bolaram tratamentos eficazes para combatê-lo?
Há três anos, assisti com um grupo de amigas uma palestra interessantíssima sobre inteligência emocional e descobri que esta é uma capacidade que o ser humano tem de lidar com sensações transmitidas por nosso cérebro, como medo, insegurança, amor, alegria, tristeza, choro, riso e claro, o ciúme. Daí, há pouco tempo, quando descobri pelo facebook que meu melhor amigo estava namorando e não havia me contado nada, o ciúme veio e naquele exato momento, me lembrei desta palestra e decidi trabalhar melhor minha inteligência emocional e combatê-lo. Deu super certo, me senti centrada e capaz de resolver inseguranças e conflitos internos. Nossa! Foi a primeira vez que agi totalmente com a razão e com o equilíbrio e não deixei o coração agir como fiz milhares de vezes, só me causando problemas e sofrimentos.
Então, recomendo a todos que lerem esta coluna, que trabalhem muito bem sua inteligência emocional em todas as situações da vida, pois assim tudo se resolverá com equilíbrio, serenidade e uma grande economia de adrenalina, pois jamais devemos nos apequenar por tão pouco, vamos viver saudávelmente , principalmente com nossa saúde emocional, pois é ela que se responsabiliza 100% por nossa saúde mental. Se a cabeça funciona bem, o corpo funciona melhor ainda e isso já foi comprovado por cientistas! Então, desejo muita luz, positividade, equilíbrio e muita inteligência emocional a todos os leitores! Só assim é que se tem qualidade de vida sempre!

POR ONDE ANDAM OS AMIGOS REAIS? Janaina Sá Brito

Hoje, quero aproveitar o dia do amigo para fazer aqui a seguinte reflexão: Por onde andam os amigos reais? Aqueles amigos que encontrávamos sempre, com quem trocávamos ideias, olhares, sorrisos, boas vibrações, com quem dávamos muitas risadas, divergíamos sobre todos os tipos de ideias, principalmente quando os assuntos eram política, futebol e religião. Aqueles amigos com quem saíamos para jantar ou almoçar fora, ir ao teatro, cinema, shows, jogos de futebol, aqueles amigos que recebíamos em casa aos finais de semana para comer um bom churrasco ou jogar uma carta, enfim. Por onde eles andam? Últimamente, com a correria da vida moderna e a constante responsabilidade no trabalho, os amigos tornaram-se virtuais e só se comunicam através de mensagens nas redes sociais, nos aplicativos de conversa e por telefone. Esse tipo de comunicação pode até amenizar a distância, mas não supre o contato físico, um abraço, um beijo, um olhar, um momento inesquecível.
Até quando continuaremos longe dos nossos amigos? Até quando continuaremos escravos da internet , dos computadores e telefones celulares? Até quando viveremos sem a magia da boa convivência e das lembranças? Como sou das antigas, confesso que sinto muita falta desse contato, pois sou de um tempo em que as pessoas se visitavam com frequência e que só pegavam o telefone fixo para marcar um encontro ou apareciam de surpresa em nossas casas, era muito mais gostoso conviver com as pessoas e quase não existia tecnologia. Eu uso a tecnologia atualmente e ela me é muito prática quando preciso resolver problemas rápidos, mas jamais me tirará o prazer da boa convivência com meus amigos, isso tudo é especial, acho que as coisas deveriam mudar profissionalmente e as pessoas poderiam arrumar mais tempo para estar na companhia de quem amam, será que isso poderá acontecer? Afinal, a tecnologia e a internet das coisas estão cada vez mais dominando o mundo e a tendência é isso piorar!
Então, quero aproveitar essa coluna para dar o seguinte conselho a todos: Mandem uma mensagem para seus amigos queridos para declarar seu amor e arrumem um tempinho na agenda para visitá-los, pois a vida é efêmera e um dia esse amigo pode não estar mais aqui e pode ser tarde demais. Como diz Ana Vilela, a vida é trem bala parceiro! Somos todos passageiros prestes a partir! A amizade é uma pedra rara e valiosa que devemos conservar e lapidar com todo o amor e carinho do mundo, pois se ela não se conservar, pode se quebrar e em um mundo de tanta falsidade e ganância, são poucos aqueles que são amigos de verdade, dá para contar nos dedos quem está do nosso lado de verdade. O que posso fazer agora é desejar a todos os leitores do antenada um feliz dia do amigo! Que vocês saibam valorizar a verdadeira amizade hoje e sempre! Não esqueçam seus amigos em nenhum momento! Amizade é que nem casamento, os amigos tem que estar sempre juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-se e respeitando-se por todos os dias de suas vidas!
Viva a amizade!
Hoje, quero aproveitar o dia do amigo para fazer aqui a seguinte reflexão: Por onde andam os amigos reais? Aqueles amigos que encontrávamos sempre, com quem trocávamos ideias, olhares, sorrisos, boas vibrações, com quem dávamos muitas risadas, divergíamos sobre todos os tipos de ideias, principalmente quando os assuntos eram política, futebol e religião. Aqueles amigos com quem saíamos para jantar ou almoçar fora, ir ao teatro, cinema, shows, jogos de futebol, aqueles amigos que recebíamos em casa aos finais de semana para comer um bom churrasco ou jogar uma carta, enfim. Por onde eles andam? Últimamente, com a correria da vida moderna e a constante responsabilidade no trabalho, os amigos tornaram-se virtuais e só se comunicam através de mensagens nas redes sociais, nos aplicativos de conversa e por telefone. Esse tipo de comunicação pode até amenizar a distância, mas não supre o contato físico, um abraço, um beijo, um olhar, um momento inesquecível.
Até quando continuaremos longe dos nossos amigos? Até quando continuaremos escravos da internet , dos computadores e telefones celulares? Até quando viveremos sem a magia da boa convivência e das lembranças? Como sou das antigas, confesso que sinto muita falta desse contato, pois sou de um tempo em que as pessoas se visitavam com frequência e que só pegavam o telefone fixo para marcar um encontro ou apareciam de surpresa em nossas casas, era muito mais gostoso conviver com as pessoas e quase não existia tecnologia. Eu uso a tecnologia atualmente e ela me é muito prática quando preciso resolver problemas rápidos, mas jamais me tirará o prazer da boa convivência com meus amigos, isso tudo é especial, acho que as coisas deveriam mudar profissionalmente e as pessoas poderiam arrumar mais tempo para estar na companhia de quem amam, será que isso poderá acontecer? Afinal, a tecnologia e a internet das coisas estão cada vez mais dominando o mundo e a tendência é isso piorar!
Então, quero aproveitar essa coluna para dar o seguinte conselho a todos: Mandem uma mensagem para seus amigos queridos para declarar seu amor e arrumem um tempinho na agenda para visitá-los, pois a vida é efêmera e um dia esse amigo pode não estar mais aqui e pode ser tarde demais. Como diz Ana Vilela, a vida é trem bala parceiro! Somos todos passageiros prestes a partir! A amizade é uma pedra rara e valiosa que devemos conservar e lapidar com todo o amor e carinho do mundo, pois se ela não se conservar, pode se quebrar e em um mundo de tanta falsidade e ganância, são poucos aqueles que são amigos de verdade, dá para contar nos dedos quem está do nosso lado de verdade. O que posso fazer agora é desejar a todos os leitores do antenada um feliz dia do amigo! Que vocês saibam valorizar a verdadeira amizade hoje e sempre! Não esqueçam seus amigos em nenhum momento! Amizade é que nem casamento, os amigos tem que estar sempre juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-se e respeitando-se por todos os dias de suas vidas!
Viva a amizade!

SER HUMANO: UMA CAIXINHA DE SURPRESAS Janaina Sá brito

Desde que nascemos, somos preparados para viver em sociedade , desde a família, passando pela Escola e Faculdade, até chegar no mercado de trabalho. Nesse meio tempo, também conhecemos a pessoa que vai fazer parte de nossa vida, construindo nossa família e continuando o ciclo da procriação e da formação do ser humano. A pergunta que não quer calar: Será que estamos preparados para conviver com os seres humanos e suas ídiosincracías? Afinal, todo mundo tem mudanças de humor, comportamento e problemas pessoais e profissionais e acaba descontando no outro seus conflitos internos sem ao menos dividi-los com os outros, em busca de uma solução .
Porque não existe manual de instruções para decifrar o ser humano? Eu, pelo menos, gosto de dividir os problemas e angústias com aqueles que convivem comigo e sei que são extremamente confiáveis e podem me ajudar a encontrar a solução precisa, mas noto que entre meus amigos, existem pessoas extremamente fechadas, que fingem que está tudo bem e mesmo sabendo que posso ajudar discretamente, não dividem comigo seus problemas e ficam cada vez mais medrosas e fora da casinha, ou seja, começam a surtar e isolam-se do nada, me deixando á ver navios. Existem terapias para que as pessoas encontrem suas ferramentas básicas para resolver os problemas , mas nem todos correm atrás disso, pois ou não sabem que precisam ou acham que não precisam com medo de encarar o problema de frente. Nesse ponto, temos que entender e respeitar a posição dos outros, pois eles estão ainda sem sentir necessidade de resolver seus problemas profundamente, mas quando isso acontece, as pessoas tornam-se cada vez mais centradas e concientes de seus atos perante á sociedade em que convivem, isso é muito gratificante.
Nunca fui cabeçona e nunca entendi direito a filosofia, sempre achei esta ciência muito complexa e de difícil entendimento, mas fico pensando, será que ficar viajando na filosofia ajuda as pessoas a se entenderem melhor? Acho que não, para mim, a experiência que a vida dá é a melhor forma de entender as atitudes e defeitos do ser humano. Acho que todos nós estamos aqui para aprender e não existe teoria mais prática e de fácil entendimento que a vida, só ela com as provas que nos manda nos ensina a sermos pessoas melhores e de bem com ela e conosco. Tem teoria melhor que essa?
Então proponho a todos que façam terapia se necessário for, mas também dividam com seus parentes, amigos e familiares seus problemas, angústias e conflitos, para que todos juntos possam ajudar a encontrar uma boa solução e usem principalmente a sua inteligência emocional para tudo, pois é ela quem mede as reações e sensações do nosso cérebro, como falei na coluna anterior. Afinal, um ser humano que sabe se entender por inteiro é um ser humano conciente e centrado e isso é o que realmente importa.

A PAIXÃO DOS PCD’S PELO JORNALISMO Janaina Sá Brito

Falando novamente sobre a questão da acessibilidade, vou priorizar nesta coluna a paixão dos PCD’S ( pessoas com deficiência) pelo jornalismo. Como destaquei semana passada, nos últimos 30/40 anos, os PCD’s não eram aceitos nas Escolas de ensino fundamental e médio e nas Universidades. No entanto, eles eram obrigados a ficar em casa e seus companheiros eram o Rádio, a TV, os Jornais e Revistas. Muitos deles, assim como esta que vos fala, alfabetizaram-se assistindo TV e aprendiam matérias através das aulas do antigo Telecurso primeiro e segundo grau, apresentado todos os Sábados pela manhã na Rede Globo. Este programa era produzido pela Rede Globo, pela Fundação Padre Anchieta e pela Fundação Roberto Marinho e começou a ser transmitido pela TV a partir de 1978 e dezessete anos depois em 1995, virou Telecurso 2000. O Telecurso tinha o objetivo de dar aulas de ensino de primeiro e segundo graus em forma de supletivo, atual EJA( ensino para jovens e adultos), destinado aos que não puderam cursar o ensino fundamental e médio ( antigos primeiro e segundo graus_ para quem não teve o ensino regular nas escolas. Este curso vendia apostilas para estudar em casa e fazer provas de todas as matérias e conseguir o certificado de conclusão e as aulas semanais ajudavam a entender o conteúdo dos livros. Casualmente, quando fui cursar o supletivo de primeiro grau, tive a coincidência de estudar pelas apostilas do Telecurso e para mim foi uma grande e benéfica surpresa, pois já estava familiarizada com as aulas da TV desde criança.
Por esta razão, muitos PCD’s que conseguiram concluir o ensino fundamental e médio muitos anos mais tarde, decidiram cursar Jornalismo na Faculdade assim como eu, pois essa relação de companheirismo entre os meios de comunicação fez com que muitos PCD’s escolhessem uma área do Jornalismo em que quisessem trabalhar e com a qual se identificaram. No meu caso, minha área preferida era o Rádio, mas também adorava o Jornalismo de entretenimento ( Música, shows, TV, teatro, cinema, cultura em geral.). Sempre quis ser comunicadora de Rádios jovens musicais e escrever crônicas sobre música, mas alguns PCD’s queriam ser colunistas de Jornais Esportivos e outros, pelo preconceito no mercado de trabalho, preferiram fazer programas televisivos ou crônicas jornalísticas sobre a questão da deficiência e seus preconceitos. O importante de tudo é que qualquer PCD com qualquer tipo de deficiência, curte demais o Jornalismo e exercita seu intelecto e seu poder de opinião sobre qualquer assunto discutido em nossa sociedade e isso é muito importante e valioso.
O que queremos de todo o nosso coração, é que os PCD’s comunicadores tenham uma grande chance de desenvolver seu profissionalismo e seu potencial no mercado de trabalho, assim como os PCD’s de outras áreas. Afinal, nós PCD’s sofremos muitos preconceitos e temos que lutar muito mais do que os outros para conquistarmos nosso lugar ao sol. É difícil, mas não impossível, por isso, estamos sempre dispostos a encarar qualquer desafio, não existe tempo ruim para nós!
O importante nisso tudo, é que a comunicação é e sempre será uma grande paixão, mesmo sofrendo grandes transformações, o hábito de se informar é importante, benéfico e salutar, pois podemos discutir em uma roda de amigos qualquer tipo de assunto de qualquer área e as vezes até, causar reações inflamadas em torcedores fanáticos e cabeções de esquerda obcecados por política. Viva a comunicação! Salve o Jornalismo!

A ACESSIBILIDADE NA EDUCAÇÃO E A DISCRIMINAÇÃO DOS PCD’S NO MERCADO DE TRABALHO Janaina Sá Brito

Nos anos 70 e 80 os portadores ou PCD’S ( Pessoas com deficiência) não tinham direito á educação e nem ao mercado de trabalho. As escolas e universidades não queriam de jeito nenhum aceitar os PCD’S, inclusive esta que vos fala, alegando que não tinham condições para ensiná-los de acordo com as regras de acessibilidade e a arquitetura dos estabelecimentos de ensino não possuía rampas para cadeirantes. Então, os deficientes tinham que ficar enclausurados em casa assistindo TV e ouvindo Rádio, aprendendo a ler através de professores particulares ou frequentando escolas especiais próprias para eles, além de sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, para desenvolver a coordenação motora, a fala e os movimentos.
Muitos desses PCD’S, acabavam fazendo supletivo de primeiro e segundo graus(Ensino fundamental e médio da época), para recuperar o tempo perdido, mas ainda não estavam na Universidade nem trabalhando. Nos anos 90 , a coisa mudou de figura, os PCD’S passaram a ter acessibilidade nas Escolas e Universidades e através de uma lei criada em 1991 pelo Ministério Público de São Paulo, passaram a ter direito á 5% das vagas destinadas a eles. Nos anos 2000 essa demanda foi crescendo e muitos deficientes passaram a estudar regularmente e no ensino fundamental e médio e formaram-se na faculdade , mas ainda sofrem muita discriminação no mercado de trabalho, pois muitas empresas fingem que obedecem a lei de cotas e oferecem para PCD’S com nível superior completo e pós-graduação completa, vagas subalternas pagando um salário mínimo descontado e não colocam rampas para cadeirantes e nem adaptam os computadores aos deficientes visuais com software de voz e raramente colocam linguagem em LIBRAS para surdos em seu ambiente. O pior de tudo, é a questão das vagas para PCD’S em concursos públicos, os mesmo 5% de vagas de empresas privadas são destinados a eles, mas quando eles são aprovados e chamados para a nomeação, são impedidos de assumir seus cargos alegando serem inaptos para as respectivas vagas.
Isso tudo faz com que os PCD’S isolem-se em seus nixos e acabem virando palestrantes motivacionais em congressos e eventos, sem receber remuneração nenhuma e participem de ações de militância no dia Nacional da pessoa com deficiência, lutando por todos esses direitos. Não é certo esse tipo de discriminação, é uma atitude mesquinha e desconfiada, além de preconceituosa, até o transporte público, que deveria ser melhor adaptado aos PCD’S funciona mal no Brasil. Até quando os PCD’S continuarão sendo tratados como insignificantes? Quando eles deixarão de ser minoria e virarão maioria de fato? Será que algum dia eles poderão ser tratados dignamente como cidadãos, assim como os negros e GLBT’S? Só nos resta no momento ter esperança, muita coisa já melhorou para os PCD’S nos últimos vinte anos, mas pode melhorar muito mais! Só depende dos Governantes, Empresários e Gestores públicos. Afinal, somos todos cidadãos!
Sugestões de pauta e críticas, mande seu E-mail para: Janaina.sabrito@gmail.com que lhe atenderemos com o maior prazer! Suas ideias serão sempre bem-vindas em nossa coluna!

O POLITICAMENTE CORRETO NOS DIAS DE HOJE E SEUS EXAGEROS Janaina Sá Brito

Atualmente, em pleno século 21, onde muita coisa mudou, vimos uma tendência multiplicar-se diáriamente de forma exagerada e completamente sem noção, é o politicamente correto. Ele está em tudo, nas redes sociais, nas palavras e gírias utilizadas nas grandes cidades , nas músicas, nos livros, jornais, revistas e até mesmo nos programas de Rádio e TV.
Isto significa que se chamarmos alguém de macaco , estamos apresentando atitudes racistas, a mesma coisa se chamarmos alguém de cor escura de negro, temos que chamar de afrodescendente, senão, continuaremos sendo racistas e por aí vai. Será que isso tudo não é exagero? Antigamente não existia o políticamente correto e ninguém se importava com esses mínimos e irrelevantes detalhes. Porque tudo isso? Será que voltamos á época da ditadura militar onde a censura corria frouxa no Brasil nos anos 60, 70 e 80? Não é certo esse tipo de atitude, parece que a luta para tirar e censura do Brasil foi em vão, parece que vivemos condenados a nos calar para sempre.
Acho mos em um país que está passando por um momento político muito delicado e que está agonizando, precisando melhorar com urgência, pois corre risco de morte, tudo isso é coisa para ser pensada e repensada com muito carinho e atenção, senão todos nós viveremos em uma neurose constante. Que tal fazer um trabalho social, plantar flores nos parques e praças da cidade ou quem sabe ensinar alguém a tocar um instrumento musical? Certamente seria mais útil do que contaminar os outros com a doença do políticamente correto.
Portanto, sugiro a todos os leitores que façam um breve exercício de ideias e atitudes em suas cabeças para transformar o Brasil em um país melhor, sem neuroses e injustiças, com pessoas do bem governando sem corrupção e com muito amor no coração. Como diz o grande apresentador Fausto Silva desde os primórdios do Domingão na Rede Globo, só o amor constrói! Pensem nisso!

A FEBRE DAS FAKE NEWS NO WHATSAPP E SEUS RISCOS

A FEBRE DAS FAKE NEWS NO WHATSAPP E SEUS RISCOS

Janaina Sá Brito

Desde o ano passado, cresce constantemente a produção de notícias falsas no Whats App, as chamadas fake news. Muita gente que compartilha essas notícias acaba caindo em golpes e isso mancha a reputação dos profissionais de imprensa, empresas privadas, órgãos públicos e principalmente, dos usuários deste aplicativo de mensagem.

O que dá para perceber é que não há mais critérios entre a ética, o bom senso, o profissionalismo e principalmente, a credibilidade, pois esta leva muito tempo para se criar, mas pode levar cinco minutos para se destruir. O que podemos dizer de tudo isso? O que fazer com as teorias da comunicação que são ensinadas na faculdade de jornalismo? Como educar os usuários do Whats App e da internet em geral para não se deixarem levar por esses golpes? Há uma solução para tudo isso?

É lamentável ver que o Brasil perdeu a noção de honestidade e ética, o pior de tudo é ver os jornalistas afundarem-se neste mar de encrencas, sem ao menos ter a possibilidade de defenderem-se de forma digna. Não que estes não possam defender-se, mas nem sempre serão absolvidos da punição de forma justa. Não sabemos mais o que fazer para acabar com toda essa falcatrua jornalística, mas devemos orientar as pessoas para que não acreditem em tudo que é compartilhado na rede, mas também checar se a notícia é realmente verdadeira.

No jornalismo, existe uma expressão chamada barrigada, para definir notícias falsas que não vieram de fontes seguras, o problema é que as barrigadas aparecem todos os dias em nossos grupos de Whats App e não temos como controlá-las, a não ser que o aplicativo produza um dispositivo que filtre todas as notícias e as cheque para ver se são verdadeiras ou falsas, sendo assim, fica mais fácil compartilhá-las. Será que assim os jornalistas terão sua credibilidade preservada? Isso, só os usuários do Whats App vão poder dizer , pois cabe a eles exercitarem essa prática.

Então, só nos resta esperar que essa onda maléfica passe e que os jornalistas possam trabalhar tranquilamente produzindo notícias cada vez mais relevantes, de assuntos impactantes, que mexam com as ideias e opiniões do povo Brasileiro.